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01. Disciplina - A Receita do Sucesso
02. A fórmula para ser mais inteligente
03. Aprenda mais dormindo
04. A dieta esperta para seu cérebro
05. Como livrar-se da autosabotagem para aprender mais e alcançar seus objetivos
06. Aprendendo com René Descartes e Antonio Damásio
01. Disciplina - A Receita do Sucesso
Você é daqueles que sofre por não conseguir estudar? Que se sente culpado por não priorizar os estudos? Então leia com atenção essa matéria.

Entre as várias atitudes importantes para quem deseja realizar um objetivo,concluir um trabalho e naturalmente para quem estuda para concurso, talvez a mais importante seja a DISCIPLINA, não a disciplina no sentido da matéria a ser estudada, mas sim aquela disciplina que o fará ser alguém que não se desvia de seus objetivos, que não se distraí com a televisão, e nem fica "enrolando" quando deveria estar estudando.

Muitas pessoas iniciam o ano com dezenas de projetos: estudar, emagrecer, iniciar um novo curso, fazer um concurso público e muitos outros projetos que acabam ficando no meio do caminho. A razão para o fracasso desses propósitos é a falta de disciplina, sem ela dificilmente você conseguirá chegar a algum lugar, muito menos passar num concurso, já que para alcançar esse objetivo é necessário dedicar-se de verdade.

Mas como desenvolver essa habilidade fundamental para quem deseja realizar seus sonhos? Alguns dizem que basta ter força de vontade, isso parece bem evidente, mas colocar a disciplina em prática não é tão simples como parece na teoria.

Quem é disciplinado consegue manter os propósitos em situações adversas. Quando pensa em desistir, reforça as energias e trabalha mais ainda. A boa notícia é que você pode treinar e assim se tornar disciplinado. Então vamos aprender a desenvolver a disciplina.

Como desenvolver a disciplina:

Aceitação

Chega de se auto-enganar! Pare de ignorar os problemas, achando que eles irão desaparecer sozinhos. Para ter disciplina em alguma área da sua vida, você deve primeiro aceitar que precisa melhorar. Se você quer ter disciplina para estudar, primeiro você deve aceitar que precisa estudar melhor para obter resultados melhores.

Em muitos casos, o candidato faz a prova, obtém um péssimo resultado e se considera incompetente, além disso, desenvolve a idéia de que passar em concurso é algo impossível. A verdadeira questão é: O resultado é proporcional ao tempo e modo de preparação. O indivíduo indisciplinado terá um mal resultado por não ter levado a sério sua preparação e não por ter incapacidade.

Você deve ter convicção de que precisa melhorar em algum aspecto e de que a disciplina te ajudará. Não basta apenas saber que precisa estudar melhor, precisa saber quanto tempo estuda atualmente em relação ao tempo de fato suficiente e qual é a qualidade de seus estudos, etc.

Visualize o problema, aceite-o e identifique como enfrentá-lo.

você deve conhecer seu problema com detalhes para que o trabalho sobre ele seja eficaz, e assim desenvolver uma solução. Desse modo você não se sobrecarrega e pode desenvolver sua disciplina aos poucos, que é a forma mais eficiente.

Emoção

Controle seus impulsos, aja de acordo com seus propósitos, em vez de seguir suas emoções. Saiba fazer a coisa certa, no momento certo, mesmo quando gostaria de fazer justamente o contrário.

Administre seu tempo

Planeje seus dias, siga seus planos, estabeleça prioridades. Tudo é importante, mas nem tudo é prioridade. Pense nas coisas que você tem se proposto a fazer mas que ainda não deu nem o primeiro passo. Pense nas seguintes questões:

1. Qual o motivo para não ter colocado em prática algo que tanto quer?

2. O que o impede? Pra que você se impede de realizar seu objetivo? Esteja consciente de que só você mudar sua atitude.

A disciplina é uma qualidade comum às pessoa realizadoras e bem-sucedidas. Ela torna as pessoas livres, autoconfiantes, produtivas. Contudo, para alcançar este estado realizador é preciso praticar disciplina.

Em termos práticos,uma das formas de aquisição da disciplina é através da prática de atividades que estimulam a concentração,um exemplo é a meditação.

Ao concentrar a atenção na respiração ou em uma imagem, os praticantes fortalecem a região pré frontal e frontal do cérebro. Pessoas que meditam ficam com a massa cinzenta mais densa nessa região. Essa prática também favorece a redução da deterioração natural dessa área do cérebro. Outros fatores que ocorrem através da prática da meditação são:

» Ondas cerebrais do tipo gama ficam mais sincronizadas. Isso melhora a capacidade de concentração nas atividades cotidianas.

» A meditação é mais eficiente que o sono para restaurar a comunicação entre os neurônios.

Exercício de meditação básico:

1) Foque em uma palavra, frase curta, som ou oração.
2) Sente-se em silêncio e numa posição confortável.
3) Feche os olhos.
4) Relaxe os músculos, dos pés à cabeça.
5) Respire devagar e naturalmente. Ao mesmo tempo, diga sua frase, som ou palavra silenciosamente, para você mesmo.
6) Tenha uma atitude passiva. Não se preocupe se está indo bem. Quando outro pensamento vier à mente, retorne com calma a seu tema de repetição .
7) Concentre-se assim por pelo menos dez a 20 minutos.
8) Não se levante imediatamente. Continue sentado e em silêncio por algum tempo, permitindo que outros pensamentos retornem. Só então abra os olhos.

Uma outra dica importante é evitar a auto sabotagem, que muitas vezes impede a pessoa de desenvolver a disciplina, então identifique o que melhor funciona para você , um grande abraço e boas práticas.

Nanci Azevedo Cavaco
02. A fórmula para ser mais inteligente
A ciência vem buscando o segredo da inteligência, "cá pra nós," todos procuram este mesmo segredo, em particular os estudantes. Ah! como seria maravilhoso poder tomar uma pílula e imediatamente ter um ataque de inteligência. A pílula ainda não foi descoberta, mas enquanto isso não acontece podemos utilizar uma fórmula simples e eficaz.

" 30 minutos de exercícios aeróbicos três vezes por semana é o suficiente para aumentar em 15% a capacidade de concentração e aprendizado."

"Estudos recentes feitos na Tufts University, comprovaram que quem se alimenta de frutas, cereais e iogurte no café da manhã mostram maior capacidade de memória espacial do que as pessoas com o hábito de alimentar-se com sanduíches, salgadinhos e refrigerantes, que são pobres em nutrientes, especialmente os minerais, que têm papel importante no rendimento cerebral. A memória espacial é importantíssima para a solução de problemas matemáticos."

"Uma ou duas horas extras de sono propicia uma melhor performance em atividades como provas. Uma boa quantidade de sono aliada a uma melhor qualidade de sono aumenta a capacidade de concentração."

"Ler temas interessantes e novos equivalem a um poderoso exercício para a memória."

O médico e pesquisador Dr. Ivan Izquerdo, diretor do Centro de Memória da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, diz que "a qualidade do que se lê importa mais que a quantidade, porque gostar do assunto gera interesse." O desinteresse pela leitura funciona como um sedativo fazendo com que a memória funcione mal. Ouvir música e tentar lembrar a letra também é muito eficiente."

Exercitar a memória equivale a exercitar o músculo do corpo se não exercitá-la ela atrofiará.

Enquanto não se produz a pílula da inteligência aproveite as orientações para melhorar a qualidade do seu cérebro e "boas práticas"

Nanci Azevedo Cavaco
03. Aprenda mais dormindo
Durante os treinamentos freqüentemente me perguntam sobre tipos de medicamentos eficientes para reduzir a quantidade do sono. Alguns até falam de receitas "milagrosas" indicadas na "rádio corredor" dos cursos preparatório. Confesso que o que ouço nesses comentários, me deixa bastante preocupada. Fico pensando quantas "loucuras" algumas pessoas são capazes de fazer por pura falta de informação e desespero.

Em artigos anteriores já comentei sobre a importância de uma noite BEM dormida para um aprendizado de qualidade, para uma boa memória,boa atenção e para a concentração.Para aqueles que pensam que "varar a madrugada" estudando vai lhe garantir uma melhor condição de aprendizagem,aí vai uma informação valiosa: A partir do momento em que anoitece o organismo começa a preparar as condições adequadas para a produção da melatonina (substância produzida pela glândula pineal,que favorece a indução do sono). Ás 21h. a produção dessa substância é intensificada ,desse modo, quando se troca uma boa noite de sono por horas de estudos durante a madrugada o resultado final é uma capacidade de raciocínio comprometida e um baixo desempenho cognitivo(baixa capacidade de aprendizagem). Com a freqüência dessa prática aumenta-se a tendência a distração, a dificuldade de concentração, taquicardia e alteração do humor e um aumento de ansiedade.

Segundo pesquisas mais recentes, uma noite de sono qualitativa é tão ou mais importante do que uma noite de sono quantitativa, contudo, durante o sono ocorre a fixação da memória intelectual.

Dra. Nanci Azevedo Cavaco

04. A dieta esperta para seu cérebro
O cérebro humano é uma estrutura complexa fundamental para a nossa sobrevivência e evolução da inteligência. Esse sistema fantástico trabalha 24 horas e pode se manter ativo por muitos anos. O cérebro pode processar 126 informações por segundo, ou seja, 7560 por minuto.

A capacidade de retenção de informações na memória ao longo da vida pode chegar ao equivalente a 20 milhões de livros de 500 páginas. Esse manancial de recursos proporciona ao homem capacidade criativa que contribuiu para que a humanidade evoluísse em vários seguimentos.

Para manter o cérebro sempre ativo é importante cuidados com a alimentação, dando preferência a uma dieta com nutrientes ricos em vitaminas A, B1,B6, B12, além da vitamina E e C. Essas vitaminas protegem as membranas das células contra os radicais livres que são determinantes para a vitalidade dos neurônios. Os alimentos ricos em antioxidante contribuem na produção de inúmeros neurotransmissores, melhorando a função cognitiva. Você encontrará a propriedades antioxidantes no caju, na castanha, na linhaça e peixes como sardinha, salmão e atum.

Uma dieta esperta contém:

»  Peixes com ômega-3.
»  Alimentos com antioxidantes.
»  Carboidratos.
»  Proteínas.
»  Ácido fólico.
»  Água.

Inclua na sua dieta minerais como o magnésio, o selénio e o zinco e os aminoácidos fenilalanina, glutamina, metionina, arginina e triptofano.

Cuidado com alimentos com alto teor de gordura, seu excesso prejudica a circulação sanguínea no cérebro e produz radicais livres que desgastam prematuramente as células nervosas dificultando as funções cognitivas como a concentração, a memória e o raciocínio.

Pratique atividades físicas, principalmente exercícios aeróbicos que estimulam a função cardiovascular.

Cuide bem do seu cérebro e o mantenha ativo por muito tempo.
05. Como livrar-se da autosabotagem para aprender mais e alcançar seus objetivos
Você já ouviu falar em autosabotagem? sabe o que é? Sabe o que significa? Pode ser que você nem saiba definir o significado, mas com certeza já experimentou momentos em que decidiu agir de um jeito e na hora H agiu de outro. A impressão que dá é a de que duas pessoas diferentes vivem dentro do mesmo corpo, cada uma querendo algo diferente e ao final, ganha aquela que tiver mais força. Isso é autosabotagem.

Entre os vários motivos que levam as pessoas a buscarem o treinamento para melhorarem sua performance nos estudos aqui na Academia do Cérebro, o campeão é a autosabotagem.

A autosabotagem age como um inimigo que preferencialmente aparece para fazer com que seu plano nunca dê certo. Isso nada tem a ver com a lei de Murph, porque nesse caso o inimigo se esconde dentro de você e silenciosamente age potencializando seus medos, suas ansiedades, criando várias dificuldades e bloqueando vários setores de sua vida, mas no caso daqueles que necessitam estudar, é este inimigo que também o impede de ter disciplina, de se organizar físico e mentalmente e entre outras coisas, produz uma inquietação fazendo com que você concurseiro, viva criando desculpas para não conseguir aprender e ou pelo menos estudar o suficiente. É muito importante não confundir autosabotagem com disfunções neuroquímicas,que de fato comprometem o desempenho cognitivo e que criam a tendência em procrastinar, como por exemplo no caso do TDAH.

A essa altura você deve estar se perguntando o seguinte: "se a autosabotagem não é disfunção neuroquímica porque ela é tão "poderosa em atrapalhar meus planos"?

Vamos entender então como produzimos sem perceber esse mecanismo autosabotador que coloca empecilhos e barreiras criados por você mesmo impedindo o alcance de seus objetivos.

A autosabotagem pode aparecer de diversas formas, vamos nos deter no entanto, no que chamamos de paradigma. Passamos boa parte de nossas vidas construindo e alimentando paradigmas sobre muitas coisas. Um paradigma é um modelo, um padrão e apesar de um significado tão simples, sobre as pessoas ele funciona como óculos escuros num ambiente de pouca luz e produz uma distorção na percepção da realidade e portanto funcionando como um autosabotador que limita habilidades , competências e resultados.

Em você ele cria a dúvida de ser ou não capaz de superar os obstáculos e por esta razão, sem perceber você fica cultivando um sentimento oculto de covardia interior que cria armadilhas para si mesmo. A AUTOSABOTAGEM TEM MUITAS ORIGENS E MUITAS FORMAS DE SE MANIFESTAR.

Vou ser mais específica e entre várias ocorrências escolhi um exemplo: a palavra que mais se ouve no ambiente dos concursos é sacrifício. O que mais se fala é: Para passar você precisa sacrificar o tempo com a família, sem sacrifício não tem sucesso, é preciso sacrificar um tempo para estudar, etc...e eu pergunto, quem é que satisfatoriamente busca sacrificar-se? Captou a mensagem? Observe que nessa idéia, nesse paradigma criado de que para passar num concurso deve existir muito sacrifício (namorado(a), família,lazer e etc...),já existe empecilho suficiente para dificultar o desejo de estudar e aprender num nível ideal para uma boa classificação. A cultura disseminada é a do desprazer, do isolamento e isso acaba afastando os concurseiros das pessoas que amam, de suas alegrias, como se só assim pudessem conquistar sua vaga. Ocorre que o cérebro tem como finalidade principal a autopreservação e a preservação da espécie e portanto identifica "sacrifício" como algo ameaçador, por essa razão eleva o nível de estresse e por fim, isso acaba bloqueando as capacidades necessárias para um bom desempenho, seja criando um estado de confusão, seja criando um branco na hora da prova,seja criando um conflito entre fazer o que gosta X sacrificar-se para passar num concurso.

Por outro lado, numa visão mais lógica, analise comigo:
se a ideia é de que só com sacrifício consegue-se o resultado esperado, inconscientemente você buscará todas as dificuldades possíveis e inimagináveis para se sacrificar, tornando o aprender e a sua trajetória de concurseiro em algo penoso,distanciando-se cada vez mais de seus objetivos. Como ficar disciplinado e organizado para sofrer? Isso é loucura.

Como já citado, uma das funções mais importantes do cérebro, em particular no humano, é a preservação da espécie e a busca do prazer. Partindo deste princípio entendemos a razão pela qual o esforço para aprender não funciona. Para o cérebro esforço tem a conotação de dificuldades e desprazer . O simples pensamento de executar qualquer coisa penosa diminui drasticamente nosso desempenho, a sensação é de subir uma imensa montanha todos os dias. Esse tipo de sintoma no contexto da aprendizagem é responsável pelo desânimo que compromete a capacidade de compreender, lembrar e aprender.

Motivação é a força motriz que nos impulsiona de maneira eficiente para a produção de resultados.

Tudo que repetimos e vivenciamos com freqüência torna-se um padrão (paradigma) e como já vimos o padrão de sacrifício não é nada animador. Para mudar esse padrão desagradável e limitante é preciso criar um recurso que o conduza a um estado mais animador e estimulante. O que fazer então para mudar esse paradigma agindo de forma mais coerente e eficiente em relação aos resultados que deseja?

Como sugestão: mude suas referências. Reprograme-se de forma eficiente.

Ao invés de pensar e dizer que é preciso muito sacrifício nos estudos, pense e diga que decidiu ter mais dedicação nos estudos. Isso o coloca no controle da situação porque passa a ser uma decisão (escolha) e não uma necessidade (obrigação -> sacrifício), além do que dedicar (oferecer-se com afeto), dá ao cérebro um estímulo de prazer. É possível que no início da mudança de paradigma, ocorra um certo conflito interno, afinal, mudar de opinião é mais simples do que mudar de atitude, contudo, com um pouquinho de policiamento você conseguirá desenvolver um outro padrão de pensamento mais compensador. Quando vier a sua mente a idéia de sacrificar-se, inverta para a idéia de DEDICAR-SE.

Outro elemento que produz bloqueios é o hábito de utilizar palavras opostas ao que se deseja.

As palavras afetam nossa neurologia, além do mais, o cérebro age com base no objetivo a ser atingido. Se você costuma utilizar por exemplo palavras como é difícil, não consigo, isso não é pra mim e etc..., está dando ao seu cérebro um caminho a ser seguido. Para satisfazer o seu objetivo estabelecido através de sua linguagem, ele buscará recursos para consumar o que é entendido como algo a ser realizado (não conseguir, dificuldades e etc...), como já salientei no livro Aumente sua Inteligência (Editora Ferreira), é importante abandonar as idéias irracionais evitando ir em direção contrária a seus objetivos. As coisas e situações podem ter um nível de dificuldade, mas isso não é impossibilidade . Quanto mais dedicação houver, mais facilidade, mais alegria e prazer e a região do cérebro responsável pela sensação de recompensa (nucleus accumbens e tegmentum superior) quando ativados por ideias e atitudes recompensadoras, contribuem mais para a produção de substancias dopaminérgicas responsáveis pela motivação e prazer.

Lembre-se seu único concorrente é você, afinal você só precisa de uma vaga. Não se preocupe com os outros. Ocupe-se de você. Mantenha seu foco, lembre-se que você chegará no lugar que escolher seguir em seu mapa .

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1. Policie seus pensamentos de derrota porque eles reduzem sua auto-estima e como consequencia comprometem seu desempenho.

2. Sem essa de achar que perdeu Tempo estudando para isso ou aquilo. Nenhum estudo é perdido.

3.Disciplina não é um ato e sim um hábito - (o que você habitualmente faz e o que habitualmente pensa).

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Tenho certeza que se você estiver atento aos paradigmas limitantes para eliminá-los e alinhar seus desejos com suas idéias - pensamentos e comportamentos mais eficientes, terá todas as chances de concretizar o que almeja.

Nanci Cavaco
06. Aprendendo com René Descartes e Antonio Damásio
Claudio Souza Alves é Engenheiro e Consultor socio-ambiental, pós-graduado em Gestão ambiental, Pedagogo empresarial e Psicopedagogo; com especialização em Emotologia e Neurociências.

Nos aspectos filosóficos dos estudos de René Descartes( 1596-1650), nascido em La Havre, na França, tem-se como ênfase o racionalismo e a separação entre os sentimentos e a razão enfatizando que a solidez do saber dependeria da coesão e encadeamento de todas as partes, segundo Chalita e. que em Discurso do Método, Descarte sintetiza o método cartesiano( adjetivo derivado de Cartesius) das 21 regras em 4 preceitos na busca do conhecimento verdadeiro; 1) não aceitar precipitadamente como verdadeiro qualquer coisa, sem indagação e sem a devida clareza de juízo; 2) as dificuldades precisam ser fatiadas o quanto possível para melhor se entender; 3) conduzir o pensamento pelo objeto mais simples e se compor sequencialmente e 4) fazer enumerações o tanto quanto completa possível de tal sorte que possuam um ordenamento pleno.

Em sua busca, Descarte nota com clareza que duvida, e se duvida pensa e daí formula em latim sua máxima do pensamento cartesiano, "Cogito, ergo Sum" (Penso, logo existo).

O que Descarte propõe é que tudo se explique pelo lado do pensamento, da perfeição e verdade e que ao ser questionado não se aceita que isto venha de um ser imperfeito, e sim de um ser perfeito, cujo este ser só pode ser Deus.

Segundo António Damásio, neurocientista, português, em seu livro, "O erro de Descartes", a separação de Descarte entre corpo e a mente, entre uma substância corporal e a substância mental, difere da percepção dos neurocientistas onde os fenômenos mentais são explicados pelos fenômenos cerebrais, e ressaltando que se relegar as emoções ao segundo plano é um grande equívoco, pois segundo teoriza, " Existo, sinto, logo Penso", isto à luz de que os comandos de razão e emoções estão intimamente ligados e coexistentes nos hemisférios cerebrais.

Daí podemos em termos pedagógicos, inferir e aprender na prática com os estudos de Damásio à luz dos pensamentos de Descartes que assim ficariam; 1) a dúvida e o questionar é uma atitude conjunta da razão e emoção, onde o preceito de se questionar pode ser habilmente utilizado na aprendizagem como uma das técnicas de memorização, quando por exemplo ao se tentar aprender algo, faz-se auto-perguntas de como está ocorrendo o fato?, Por que?, Isto está sendo aprendido para que?, etc... ; 2) a divisão em partes menores permitem que se tenha menor resistência e percebam melhor os detalhes e se tenha melhor percepção das reações provocando melhor fluidez do aprendizado; 3) o iniciar pela parte mais simples, permite que de maneira mais fácil seja removido o bloqueio mental permitindo a crescente liberação de hormônios facilitadores da aprendizagem e o 4) a enumeração é uma poderosa ferramenta de aprendizagem que fomenta os recursos do hemisfério cerebral esquerdo, lado da razão, que é de tendência sequencial e ao mesmo tempo provoca a ativação e a necessidade de se visualizar o pensamento, que é característica do hemisfério cerebral direito afeto a imaginação.

De tudo isto é importante que haja o interesse e treinamento pela plena ativação dos dois hemisférios cerebrais aproveitando-se a plenitude dos dois e fundamentalmente, pintar com fortes cores vivas e acrescentar grandes emoções ao que se aprender, para não se incorrer por exemplo no "Erro de Descartes".

Referências:

1- Vivendo a Filosofia; Gabriel Chalita; editora Atica, 2006.
2- O Erro de Descartes: Emoção, Razão e o Cérebro Humano, de António R. Damásio, Companhia das Letras, 1996.

Nanci Azevedo Cavaco - Rio de Janeiro 05/abril/2010
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